A vereadora de Londrina (PR) Jessicão, do partido Progressistas, iniciou uma cruzada por veículos da direita, mas não pensem que foi com o objetivo de buscar melhorias para a cidade que a reelegeu com mais de 15 mil votos. A missão da política da extrema direita é impedir que Tifanny Abreu entre em quadra com o Osasco São Cristóvão Saúde para a fase final da Copa Brasil, que começa nesta sexta-feira (27), no município paranaense.
A iniciativa busca pressionar politicamente uma decisão que é técnica e regulamentada pelas entidades do voleibol. Tifany está apta a competir, cumpre os critérios estabelecidos pelas federações e exerce sua profissão dentro das regras vigentes. Mesmo assim, ela apresentou na Câmara Municipal um requerimento, em caráter de urgência, citando uma lei promulgada em 2024 impedindo a participação de pessoas trans em competições, eventos e disputas esportivas.
O esporte precisa ser tratado com responsabilidade. Mudanças de regulamento se discutem nas instâncias competentes, com base técnica, não por pressão de ocasião.
Se houve mobilização política para tentar impedir, é legítimo que haja mobilização esportiva para defender. Convidamos a imprensa especializada, atletas, treinadores e torcedores do vôlei a se posicionarem com clareza em defesa do direito de competir de quem está regular.
O jogo se decide na quadra. E é lá que ele deve continuar sendo decidido. Neste sentido, o Melhor do Vôlei se solidariza com Tifanny Abreu, uma atleta exemplar, digna e que temos a certeza de que novamente enfrentará o ódio de cabeça erguida.
Esporte é inclusão. É respeito. Dentro e fora das quatro linhas, a transfobia não terá espaço, principalmente quando o objetivo vem com viés eleitoreiro (e muito oportunista).



Concordo plenamente com a vereadora homem biológico não pode disputar com mulher, isso é um ato de extrema covardia
Manchete certa seria…”vereadora tenta barrar homem de uma competição feminina”