Um dos destaques da seleção brasileira feminina na Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026, a central Julia Kudiess acredita que o Brasil ainda tem margem de crescimento para a segunda metade da competição. Antes de embarcar com a equipe nesta terça para Osaka, no Japão, onde o Brasil fechará sua campanha na Fase de Classificação entre os dias oito e 12 de julho, a atacante de 24 anos conversou com a Volleyball World sobre a trajetória brasileira na VNL.
Com sete vitórias em oito partidas, a seleção ficou a apenas um set de chegar ao momento de pausa da competição com campanha impecável após perder para a Alemanha no tiebreaker no último jogo da segunda semana, em Ankara, na Turquia. Segundo a central, o desempenho do Brasil nas primeiras duas semanas foi amplamente positivo e marcado pela constante evolução do time no decorrer da VNL.
“A gente ainda está construindo a equipe,” ela refletiu. ” Como todos os outros times, tivemos pouco tempo de treinamento, então a gente vai entendendo os processos durante a competição mesmo. Foi uma pena a vitória ter escapado contra a Alemanha, mas foi mérito delas e a gente vai trabalhar ainda mais.”
Ocupando a segunda posição na classificação da VNL 2026, o Brasil está praticamente garantido na Fase Final, que será disputada em Macau entre os dias 22 e 26 de julho. Assim, além de somar as vitórias necessárias para garantir a vaga entre as sete melhores seleções da Fase de Classificação, a meta da equipe é aproveitar os jogos disputados em Osaka para seguir evoluindo.
“A gente pode melhorar em tudo,” disse Julia. “Algumas coisas já estão funcionando bem, mas o refinamento só vem com o tempo mesmo. Nossa relação de bloqueio e defesa, a agressividade no saque, as jogadas ofensivas… Acho que podemos evoluir em todos os fundamentos para chegar ainda mais fortes na Fase Final.”
Em Osaka, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães também passará por testes importantes, enfrentando algumas das melhores equipes do mundo.
Sem a capitã Gabi, que seguirá no Brasil tratando uma lesão na região lombar, a seleção terá pela frente os líderes Estados Unidos, a quarta colocada Polônia e o dono da casa e quinto colocado Japão, além da Tailândia.
“Vai ser pedreira, mas já tivemos jogos muito difíceis nas outras semanas também,” comentou Julia. “Há times que carregam uma história maior, mas hoje na VNL não existe jogo fácil. Todo mundo tem condições de ganhar de qualquer equipe. Temos estudado muito esses adversários, sabemos das características individuais de cada um e vamos tentar minar essas ações. Mas é jogo duro com todo mundo.”


