Após ficar afastada de toda a temporada passada por conta de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, Ana Medina está recuperada e já iniciou a pré-temporada com a equipe de vôlei feminino. A atleta exaltou o papel do Fluminense em seu tratamento, além da alegria em integrar a preparação com o elenco.
Reforço do Fluminense para a temporada 2025/26, Ana Medina se lesionou em um treinamento da Seleção Brasileira Sub-26 antes mesmo de se apresentar ao clube. A atleta, que pode atuar como oposta e ponteira, falou sobre as inseguranças que sentiu ao se machucar e o apoio que recebeu do staff tricolor desde o primeiro momento.
“Eu não tinha nem me apresentado, as pessoas não me conheciam no Fluminense, eu não conhecia ninguém. Se foi para machucar, machuquei no melhor lugar possível para me tratar quanto à estrutura e às pessoas. Falei isso para o Gabriel (fisioterapeuta) no dia da apresentação da atual temporada: ele foi um fisioterapeuta maravilhoso, mas o que fez muita diferença pra mim foi o ser humano, as pessoas com quem eu tive esse contato. Quando me machuquei, a diretoria me ligou no mesmo dia, estava me sentindo culpada, pedi desculpas, mesmo sabendo que a culpa não era minha. A sensação era essa de início. Eles me perguntaram: ‘como a Ana Clara pessoa está? Fica tranquila que a atleta vamos recuperar, só precisamos saber como está a cabeça da Ana Clara’. Foi quando vi o diferencial de onde eu estava chegando”, declarou Ana Medina.
O principal parceiro da atleta durante a recuperação foi o fisioterapeuta Gabriel Alves, que a tratou desde o primeiro dia de reabilitação, antes mesmo da cirurgia ser realizada. Mais do que responsável por comandar o processo longo de melhora, o profissional esteve ao lado de Ana nos momentos de desafios e alegrias, o que gerou uma relação de confiança entre os dois.
“Eu a conheci na apresentação do ano passado, chegou meio cabisbaixa, sentada com a imobilização. Começamos a fisioterapia no mesmo dia, conversamos. Ela me disse que sentia que estava no lugar que deveria estar. Era isso que queria ouvir, é o lado humano. Chegar numa casa nova, tratar com uma pessoa desconhecida, e já chegar com a cabeça assim, era o caminho. Criamos um vínculo, nos vimos de segunda a sexta durante quatro meses. Vivemos a frustração juntos da mesma forma que vivemos a felicidade também. Essa troca que uma reabilitação longa traz é fantástica por esse lado. Vê-la treinando hoje, ter o relato dela falando que não sente nada no joelho é fantástico pra mim como pessoa e profissional. Quero que ela se divirta, que faça uma temporada maravilhosa. Ela se preparou para começar bem, só tenho a agradecer a confiança e o carinho do dia a dia”, contou Gabriel.


