Nesta sexta-feira (14), a CBV anunciou que implementou a política do Comitê Olímpico Internacional (COI), que estabelece diretrizes sobre a elegibilidade para a categoria feminin. A entidade passa a restringir a participação somente a atletas do sexo biológico feminino, com comprovação por meio de exame específico (triagem do gene SRY).
A situação impacta diretamente a carreira da ponteira/oposta Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, primeira atleta trans a atuar oficialmente em competições da CBV.
Tifanny, de 41 anos, estreou na temporada 17/18, pelo Sesi Vôlei Bauru. Em 2021, chegou como reforço em Osasco. Ela, inclusive, treina para o Campeonato Paulista.
Com a medida, o Osasco imediatamente se posicionou em defesa da atleta.
Confira a nota da CBV:
Confira a nota:
O Osasco São Cristóvão Saúde informa que foi surpreendido hoje com a informação da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina, publicada nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube.
A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra.
Diante disso, o clube, junto com seu departamento jurídico, está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos.
O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história.


